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Rio de Janeiro – O preço da gasolina nos postos brasileiros subiu mais 6,1%, ou R$ 0,32 por litro esta semana, com repasses da retomada da cobrança dos impostos federais. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o produto foi vendido, em média, a R$ 5,57 por litro.

É o maior valor desde o início de agosto de 2022. Desde a retomada dos impostos, no dia 1º de março, a alta acumulada nas bombas é de 9,6%, ou R$ 0,49 por litro. Com a maior carga tributária e o corte de preços da Petrobras um no mesmo dia, o mercado espera R$ 0,26 por litro de alta.

A nova alíquota de PIS/Cofins sobre a gasolina é de R$ 0,47 por litro de gasolina a título de PIS/Cofins. Para compensar parcialmente a alta, a Petrobras cortou seus preços de venda em R$ 0,13 por litro no preço de venda de suas refinarias.

A ANP encontrou a gasolina mais cara do Brasil em São Paulo, a R$ 7,19 por litro. A mais barata foi encontrada em Vitória de Santo Antão (PE), a R$ 4,58 por litro.

O mercado hoje não vê espaço para que a estatal promova novo corte no preço da gasolina, já que a empresa vem operando com defasagens em relação à paridade de importação, conceito que simula quando custaria trazer o produto importado.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço médio da gasolina nas refinarias da Petrobras está 3%, ou R$ 0,11 por litro, abaixo da paridade.

O presidente da Petrobras, Jean-Paul Prates, já disse que a empresa não seguirá mais esse indicador, que é alvo de críticas entre petistas e aliados. Mas a mudança, afirmou ele, depende ainda da renovação do Conselho de Administração e da diretoria da empresa, que deve ser concluída em abril.

O preço do etanol hidratado, que também teve alta na carga tributária subiu 2%, ou R$ 0,08 por litro, esta semana, para R$ 3,96 por litro. Na semana anterior, o produto havia subido R$ 0,09, quase cinco vezes o valor da alíquota de PIS/Cofins estabelecida pelo governo.

A alta reflete repique de preços nas usinas logo após a retomada dos impostos, apontada por distribuidoras e postos como uma estratégia do setor para aproveitar a alta da gasolina e recuperar margens de lucro.

Os preços voltaram a cair esta semana e, na quinta-feira (9) já estavam mais baratos do que antes da reoneração tributária dos combustíveis.

O preço do diesel S-10 seguiu em queda esta semana, fechando em R$ 6 por litro, valor 0,3% inferior ao verificado na semana passada. É a quinta semana seguida de queda, respondendo a cortes promovidos pela Petrobras nas refinarias.

O produto atingiu o menor preço desde o início de março de 2022, em valores corrigidos pela inflação. Desde o início do ciclo de baixa, a queda acumulada é de 6%, ou R$ 0,39 por litro. (Nicola Pamplona

FOLHAPRESS

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