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G1 BAHIA

Os moradores da região da praia de São Tomé de Paripe, bairro do Subúrbio de Salvador, denunciam uma nova mortandade de mariscos e peixes e apontam poluição por produtos químicos. O grupo registrou o caso com a Polícia Civil, que investiga a denúncia.

Em um vídeo gravado na segunda-feira (6), os moradores da região registraram uma série de animais mortos na faixa de areia da praia. Em entrevista à TV Bahia, Jocival Nascimento, responsável por registrar a situação, afirmou que foram recolhidos ao menos 2 mil pescados mortos.

Ele aponta que a quantidade é muito maior do que os pescadores da região conseguem pegar sozinhos. Os moradores associam a morte dos animais a uma suspeita de contaminação na região do Terminal Itapuã, operado pela Intermarítima, na região.
O caso é investigado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) desde o mês passado. O terminal foi interditado por ordem do órgão, que constatou a presença de cobre (Cu) e nitrato (NO₃) na água e areia da praia.

Após investigações, o Inema comprovou que a contaminação está relacionada às atividades operacionais do terminal.

A Intermarítima também registrou um boletim de ocorrência, denunciando pesca com bomba nas proximidades do terminal. Segundo apuração da TV Bahia, o documento relata que um funcionário ouviu explosões na última sexta-feira (3) e identificou a presença de um homem em uma embarcação do tipo caiaque no local.

Em nota enviada nesta terça-feira (7), a Polícia Civil afirmou que investiga as duas denúncias, tanto a dos moradores quanto a da empresa. Também por meio de nota, o Inema afirmou que segue investigando as manchas identificadas na praia, bem como a origem do novo evento apontado pela Intermarítima.

Nesse ínterim, a comunidade que vive ao redor da praia e vive da pesca segue impossibilitada de realizar a atividade na região. Diariamente, o grupo se reúne para pensar alternativas para a situação e aponta que não recebe nenhum apoio para enfrentar a situação.

À TV Bahia, a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e a Secretaria do Mar (Semar) informaram que estudam alternativas para dar suporte às famílias afetadas.

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