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Centenas de devotos, admiradores e colaboradores das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) caminharam em procissão até a Igreja do Bonfim na tarde deste domingo (12) em mais uma das homenagens à memória da freira cuja morte completa 25 anos nesta segunda-feira (13).

As homenagens a Irmã Dulce continuam nesta segunda (13).  As celebrações serão encerradas com uma missa especial, que será celebrada no Santuário de Irmã Dulce, no Largo de Roma, às 17h, pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger. Veja programação desta segunda:

  • 7h Missa na Capela do Memorial de Irmã Dulce
  • 9h Missa no Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres
  • 9h às 12h Oração das Mil Ave Marias no Santuário da Bem- Aventurada Dulce dos Pobres.
  • 12h Voluntários e colaboradores vão depositar rosas sobre o túmulo de Irmã Dulce
  • 17h Missa solene no Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, presidida pelo arcebispo Dom Murilo Krieger

Procissão
Ao contrário do que se pode pensar, não havia sinal de tristeza entre os que participaram da caminhada.  Famílias com crianças, idosos,  moradores do entorno do trajeto: todos dançavam e cantavam, espalhando alegria pelo caminho de fé. Na frente ia a imagem de Nosso Senhor do Bonfim e no meio do povo, a da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres.

“Como é que eu vou estar triste, se ela está no meio de nós”?, perguntou a aposentada Valdelice Sales, 77 anos, acolhida por Irmã Dulce quando sofria de depressão e atendida através das Obras Sociais.

Outra que esbanjava um sorriso no rosto era a aposentada Iara Nascimento, 63. “Irmã Dulce foi muito dedicada aos pobres e eu estou sendo igual a ela. Cuido de uma idosa de 83 anos”, contou, falando sobre o exemplo que a beata deixou em sua vida.

(Foto: Evandro Veiga/CORREIO)

O aposentado Valdemar Ferreira, 68, presente na caminhada, contou que ele mesmo foi alvo da bondade de Irmã Dulce. Com ajuda dela, conseguiu internar o sogro, que precisava fazer uma cirurgia no fêmur. “Não se preocupe, nós vamos conseguir um lugarzinho para ele”, disse, relembrando a fala da freira.

“A presença dela continua cada vez mais forte através das sua obra”, aponta Maria Rita Lopes Pontes, superintendente da Osid e sobrinha de Irmã Dulce. Ela revela que, mesmo com a crise, foi possível manter as obras funcionando, ainda que diante do aumento  da demanda e da queda de sócios protetores, que colaboram mensalmente com uma quantia em dinheiro.

Entre as obras, Maria Rita destaca a inauguração da unidade oncológica do Complexo Roma, há dois anos.  Atualmente, só nesta unidade são atendidos 2 mil pacientes por mês.

Doação
A chegada à Colina Sagrada foi marcada por emoção, com a entrada das imagens de Irmã Dulce e Senhor do Bonfim, duas grandes referências para os católicos baianos, na Basílica do Bonfim. Lá, o Padre Edson Menezes, reitor da Basílica, celebrou uma missa em homenagem à memória da freira.

“Irmã Dulce é um exemplo de vida, doação, de alguém que viveu de modo intenso a prática da misericórdia, da caridade”, disse Padre Edson, durante a homilia.

Caminho
O trajeto percorrido pelos fiéis, do Santuário de Irmã Dulce até a Igreja do Bonfim, é o chamado Caminho de Fé, que funcionará como caminho de peregrinação dos católicos. Ele está sendo preparado pela Prefeitura de Salvador, em parceria com os dois santuários para tal. A procissão de Irmã Dulce, foi a primeira ‘peregrinação’ entre os dois templos.

“A caminhada tem um sentido muito importante para os católicos, a gente caminha até Deus. E o santuário é o lugar do encontro com Deus”, disse o reitor da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, padre Edson Menezes.

A ideia é que os fiéis, principalmente aqueles que vêm à Bahia fazer turismo religioso, façam o trajeto entre o Largo de Roma e a Colina Sagrada como um roteiro de fé. Ele acrescentou que está feliz com a parceria entre os santuários. “Vamos somar forças para que a nossa Igreja possa crescer”, disse o padre.

CORREIO

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