No início da tarde desta terça-feira (19), por volta das 12h10, o motorista de ônibus, Robson Cerqueira da Horta, 39 anos, do Consórcio Plataforma Integra, linha 1637, carro 34885, foi baleado no peito, durante o seu trabalho, nas imediações do bairro de Plataforma, no Largo do Luso, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, por um homem que se dizia ser policial, que portava duas armas.

Segundo informações do cobrador do ônibus, pela qual a vítima trabalhava no momento, ele pode ter sido confundido com um colega que se envolveu em uma discussão com o suspeito na última segunda-feira (18).

O motorista foi levado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Escada, no próprio ônibus. Em seguida, foi transferido para o Hospital do Subúrbio e depois, foi conduzido para um Hospital Teresa de Lisieux.
No momento ele fazia a linha Mirantes de Periperi-Imbuí, e estava no sentido Paripe, ou seja retornando quando o crime ocorreu.

Vários motoristas e cobradores fizeram uma manifestação no Lago do Luso. E os ônibus permaneceram parados por mais de duas horas nos dois sentidos da Avenida, Paripe-Calçada e Calçada-Paripe, no lado direito.

O Subúrbio News entrou em contato com uma das grandes lideranças queria pela categoria, o motorista Nailton Rosário, para saber a opinião dele sobre a situação de risco que a categoria passa diariamente sem segurança durante todo o trajeto.
” Primeiro, as leis precisam ser mudadas. As pessoas que cometem um delito e são encaminhadas pela guarnição da Polícia Civil ou Militar, para uma delegacia, muitas das vezes, a guarnição fica lá prestando depoimentos e os meliantes são soltos. Precisa-se de fiscalização. Precisa-se de segurança. Você não vê Blitz em veículos, em pontos estratégicos. Nós sabemos que na Avenida Suburbana existem pontos críticos. Vários assaltos. Mas a polícia militar e civil estão de mãos atadas. Hoje fizemos um protesto, do bem. Pacifico. Ficamos com os ônibus parados do lado direito da pista, deixando a esquerda livre, para aqueles que querem pegar outro tipo de transporte alternativo. O que chama atenção é o Governo do Estado pensando em Metrô, pensando em BRT e não pensa em segurança pública. Nós temos um comando que está ineficiente por falta de equipamentos. Podemos ajudar pedindo segurança. A retirada do Módulo Policial foi um golpe muito duro, pois era onde encontrávamos um policial que nos ajudava. Eu sinceramente não vejo as Unidades de Polícia Pacificadora- UPP funcionarem, “, desabafou Nailton.
O caso foi registrado e está sendo investigado pela 29ª Delegacia Territorial (DT).




