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PTN jovemDados coletados pelo Atlas da Violência, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP), apontam Salvador como a quinta capital brasileira com maior número de homicídios contra jovens. A pesquisa revela ainda que, entre os 56 mil assassinatos que ocorrem na capital baiana por ano, a juventude é vítima em mais da metade dos casos, sendo 77% deles, negros. 

O combate à violência contra jovens é uma das principais pautas do Partido Trabalhista Nacional (PTN), por isso, o presidente da juventude do partido, em Salvador, Eric Pereira, pede atenção aos números. “Os dados divulgados só comprovam que nossa preocupação tem fundamento. O genocídio é claro na prática desses crimes e o setor público precisa de ações imediatas contra o problema, como a criação do prometido Conselho Municipal da Juventude (COMJUV).”, pontua. 

O COMJUV mencionado por Eric, faz referência a um compromisso assumido pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, em julho de 2015, em que ficou prevista a implantação do grupo para trabalhar em função das políticas públicas voltadas aos jovens, em vínculo junto à Secretaria de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (SEMPS). O projeto, no entanto, apesar de aprovado, ainda não foi assinado e implementado.

“O prazo consistia na segunda quinzena de fevereiro ou primeira de março, porém outras demandas surgiram e a data mencionada não pôde ser efetiva. Ainda não temos uma previsão de funcionamento do conselho, mas ainda nesta semana voltaremos a dar continuidade ao processo de conclusão.”, prevê o sub-coordenador de Juventude da secretaria, Bruno Alves (DEM).

Porém, Eric – que esteve em Brasília a convite do deputado federal Bacelar para participar da comissão que está elaborando o plano nacional de enfrentamento à violência contra os jovens –  destaca que esta não é uma pauta que pode ser “deixada pra amanhã”, em vista do crescente aumento no número de casos em que vidas de jovens são dizimadas. “Esse é um tema urgente. Debates precisam ser realizados de forma ampla, visando a segurança desses jovens e acredito no COMJUV como uma ferramenta eficaz para isso.”, finaliza. 

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