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O segurança Júlio César de Jesus Perpétuo, suspeito de matar dois adolescentes e balear outros dois – um deles ficou paraplégico -, dentro de uma estação de trem de Salvador foi solto da prisão pela Justiça.

O crime contra os jovens aconteceu em 27 de abril do ano passado e Júlio César deixou o sistema prisional no último dia 7 de junho.

Ele foi apontado pela polícia, à época, como o autor dos tiros que mataram Deivid Barreto, de 16 anos, e Cleidson Santos, de 15, na Estação de trem Santa Luzia, no subúrbio.

Outros dois adolescentes ficaram feridos: uma menina na época com 15 anos, Vanessa Santana, atingida um tiro de raspão na mão, e o garoto Felipe Santos, que tinha 16 anos, e foi baleado na coluna, ficando paraplégico.

O Ministério Público da Bahia recorreu da decisão que concedeu liberdade ao segurança.

No dia do crime, os garotos voltavam da escola. Eles teriam discutido com Júlio César Perpétuo, que trabalhava como segurança da estação, e atirou nos garotos.

A jovem de 15 anos que foi baleada relatou, dias após o crime, que o homem atirou neles sem dizer nada. “Ele só puxou a arma e atirou. Atirou e não falou nada”, contou.

Segundo informações do Tribunal de Justiça da Bahia, a liberação do suspeito ocorreu mediante “aplicação de medidas cautelares de comparecimento bimestral em juízo e monitoração eletrônica”.

A prisão temporária de Júlio César de Jesus Perpétuo foi decretada em 27 de abril do ano passado – dia do crime – e ele foi preso no dia 3 de maio de 2017. E em 31 de maio do mesmo ano, a Justiça converteu a temporária em prisão preventiva.

Caso
Quatro adolescentes foram baleados no final da tarde do dia 27 de abril na Estação de trem Santa Luzia. Deivid Barreto, de 16 anos, e Cleidson Santos, de 15, morreram.

Todas as vítimas estudavam juntas no Colégio Estadual Castro Alves, localizado no bairro da Calçada, e voltavam da instituição quando ocorreu o crime.

Segundo a polícia, o segurança trabalhava no local e teve um desentendimento com o grupo por causa das portas do trem que eram mantidas abertas pelos jovens.

A confusão ocorreu quando eles estavam a caminho da escola. Depois, quando voltavam para casa depois da aula, os adolescentes se reencontraram com o segurança e foram baleados.

Júlio César, que trabalhava na estação Santa Luzia e não tinha autorização para usar armas no local, foi identificado por testemunhas como autor dos disparos.

Segundo à polícia informou à época, o segurança confessou ter atirado e matado os dois adolescentes e baleado outros dois, mas alegou que cometeu o crime para se defender porque vinha sendo ameaçado pelas vítimas. Ele alegou no depoimento que não teve a intenção de matar e afirmou que só queria se defender e que estava arrependido.

De acordo com a Polícia Civil, Júlio Cesar disse no depoimento que não trabalhava armado, mas que no dia do crime, levou a arma para se defender dos menores.

Ainda segundo a polícia, o segurança relatou que tinha um revólver calibre 38 havia cinco anos. Ele contou, ainda, que trabalhava na estação de trem desde junho de 2016. Júlio César teria jogado a arma em um contêiner de lixo durante a fuga.

Enquanto o suspeito estava foragido, familiares e amigos chegaram a protestar para pedir a elucidação do caso.

Fonte: G1

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